K-pop · Korean Society · News

Kim Jonghyun ♥

Versao em português ao final

종현 빛이나 가사 & 뮤직비디오 보기

Three months ago, Seoul’s police – the capital of South Korea – found the singer Kim Jong Hyun (27) unconscious, and soon the investigations confirmed his death by suicide. At the time, this story had repercussions on social media and the newspapers of several countries, due to the international popularity of k-pop group Shinee, of which Jong Hyun was part.

According to the WHO, about 788 000 people committed suicide in 2015 and is the second leading cause of deaths among 15-29-year-olds. Korea is the country with the highest index among OECD countries.

Kpop is a booming industry that has been very profitable in recent years. Several media outlets have written stories about how the k-pop industry moves billions of dollars a year. However, the kpop industry can have negative effects on the mental health of the young artists who work on it. Therefore, JongHyun’s death connected two important themes: mental health and the pop culture industry.

All sites point out that the k-pop production model favors a highly competitive system, given that only a few groups achieve real success after the first year. There is news about how low the profits of the beginning artists are, and sometimes, how many debts they must take in order to have their first opportunity. In general, artists and producers point out that the market for insertion and these artists are less glamorous than they usually think.

There is also talk of the pressure for perfection: from perfect choreographies to well-groomed visuals. Other sources pointed to the aesthetic pressure that exists for the fandoms (fan clubs). The fans choose their “bias” and list each artist according to their aesthetic preference. The same fandoms are responsible for spreading the news about clothing, other aesthetics aspects, their food, travel’s schedule and love affairs and so on. In one other, they spread all involving idols. In addition, monthly news sites dedicated to Korean pop culture provide lists of the most profitable artists in the industry, among them singers and actors.

In the letter left by Jonghyun, the complex reality of the k-pop industry appears. Also, it was revealed a warning for mental health. In the first place, we can read the loneliness of who lived daily in a world full of pressures for perfection and, consequently, felt the fear of not meeting the high expectations. Therefore, we can read the failure of a psychological treatment carried out by a professional who was unable to offer the necessary support to a patient weakened by depression.

For the media, JongHyun’s death caused so much shock for the losses it represents: his success, his youth, and his talent. For me, his death called me to think.

Related imageI thought that consuming a product makes us responsible for a business model that makes it available and for the impact that product has. When buying an album, streaming a song or viewing a k-pop video, we are supporting a business model in which artists are cataloged for their beauty, in which perfection and discipline are the norms, and, more often than I’m able to understand, artists decide to take their own life. Besides, it called me to pay attention to those at my side and ask why we are so unprepared to identify and support your friends and family when they are emotionally in pain. It also makes me think more intensely about myself. To me, Jonghyun’s death screamed two words: self-compassion and self-care.

my top 10 playlist:

1000 – night blue concert (live)

Monodrama

Hallelujah – dance practice

white t-shirt – Stage M COUNTDOWN

Moon

take the dive

lonely – MV

elevator – connection show (live)

shinin’

she is – MV

bonus track: Lee Hi – Breath


Versão em Português

Há três meses, a polícia de Seul – capital da Coreia do Sul – encontrou cantor Kim Jong Hyun (27 anos) desacordado e, logo, as investigações confirmaram sua morte morte por suicidio. À época, essa história repercutiu nas redes sociais e também nos jornais de vários países, devido a popularidade internacional do grupo de k-pop, Shinee, do qual Jong Hyun era parte.

Segundo a OMS, cerca de 788 000 personas se suicidaram em 2015 e é a segunda principal para a morte de jovens entre 15 a 29 años. Coréia do Sul é o país da OCDE com maior índice.

Kpop é uma indústria em expansão e que tem se mostrado bastante rentável nos últimos anos. Vários médios de comunicação têm escrito reportagens sobre como a indústria do k-pop, que movimenta bilhões de dólares por ano, pode ter efeitos negativos sobre a saúde mental dos jovens artistas que nela trabalham. Por tanto, a morte de Jonghyun une dois temas importantes: saúde mental e a indústria da cultura pop.

Todos os sites apontam que o modelo de produção do k-pop privilegia um sistema altamente competitivo, tendo em vista que apenas poucos grupos terão alcançado algum sucesso real após o primeiro ano. Existem notícias sobre quão baixo são os lucros dos artistas iniciantes e, às vezes, quantas dívidas devem assumir a fim de ter sua primeira oportunidade. No geral, artistas e produtores apontam que o mercado para a inserção e desses artistas é menos glamoroso do que se costuma pensar.

Tambémé preciso falar da pressão pela perfeição: desde coreografias perfeitas até visuais bem cuidados. Outras fontes apontaram para a pressão estética que existe por dos fandoms (fanclubes). A fãs elegem suas “bias” e enumeram cada artista de acordo com a sua preferência estética. Os mesmos fandoms se encarregam de divulgar notícias sobre vestuário, estética, alimentação, viagens e relações amorosas envolvendo os ídolos. Além disso, mensalmente sites de notícias dedicadas a cultura pop coreana fornecem listas dos artistas mais rentáveis na indústria, entre eles cantores e atores.

Na carta deixada por JongHyun, a realidade da indústria do kpop aparece, mas também aparece um alerta para a saúde mental. Em primero lugar, aparece a solidão de quem vive cotidianamente em um mundo cheio de pressões pela perfeição e, consequentemente, o medo de não corresponder às elevadas expectativas. Logo, surge o fracasso de um tratamento psicológico levado a cabo por um profissional que foi incapaz de oferecer o apoio necessário a um paciente fragilizado por uma doença mental que é ainda mal diagnosticada e atrai para si muitos preconceitos sociais.

A morte de JongHyun causa tanta comoção pelas perdas que ela representa: do seu sucesso, da sua juventude e do seu talento. Para mim, a sua morte foi uma chamado à reflexão.

Pensei que consumir um produto nos faz responsável por um modelo de negócio que o torna disponível e pelo impacto que esse produto possui. Ao comprar um álbum, fazer streaming a uma música ou visualizar um vídeo de kpop estamos apoiando um modelo de negocio em que se cobra perfeição, disciplina, em que os artistas são catalogados por sua beleza e, com mais frequência do que queremos aceitar, esses artistas decidem tirar sua própria vida.

Além disso, me convocou a prestar atenção aos que estão ao meu lado. Porque estamos tão despreparados para apoiar aqueles que amamos e para perceber suas dores emocionais? Também me faz pensar com mais intensidade a respeito de mim mesma. Para mim, a morte de Jonghyun gritava duas palavras: autocompaixão e autocuidado.

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